VIAGEM CUSCO E MACHU PICCHU

CUSCO E  MACHU PICCHU

Chegamos em Cusco (de ônibus se você quiser saber mais sobre nossa saga partindo do Deserto do Atacama de ônibus só clicar aqui) e fomos conhecer a cidade histórica. São milhares de estrangeiros que passam por lá todos os dias, então vai ser bem comum ver nas ruas pessoas falando várias línguas, fora o espanhol.

Para conhecer as principais atrações turísticas de Cusco você precisará adquirir um boleto turístico como este abaixo:

O que nós compramos foi esse de 2 dias, para conhecer a região do vale sagrado que custou em torno de R$75,00, mas existem outros também, o mais completo é o que tem o circuito do centro histórico onde você pode conhecer museus e igrejas, vale sagrado e outros por aproximadamente R$140,00.

Depois de caminhar pelo centro histórico de Cusco, fomos fazer o passeio do Vale Sagrado que eu super indico foi muito bacana conhecer um pouco mais das histórias dos Incas, são lugares bem diferentes, veja o vídeo abaixo:

Fomos atrás de uma agência, das centenas que existem lá, não é normal pegarmos passeios por agências, maioria das vezes gostamos de fazer por conta própria, mas por se tratar de Machu Picchu que segundo as minhas pesquisas é considerado um lugar de difícil acesso, preferimos ir por agência para nos sentirmos mais seguros…sqn.

Depois fomos fazer o tão desejado passeio para Machu Picchu, as agências oferecem na maioria dos passeios o de trem + carro ou o by car (só de carro), o de trem custa em torno de 240 dólares por pessoa e o de carro 90 dólares por pessoa.

Fechamos a opção by car com uma estadia em Aguas Calientes o povoado mais próximo de Machu Picchu.

Aqui começa nossa saga desastrosa pelas estradas de Cusco e Machu Picchu. Quando eu pesquiso na internet que as estradas são perigosas ou algo assim, eu imagino uma estrada de serra como essas que temos no Brasil, não uma estrada suicida como a que pegamos para ir para Machu Picchu, foram 7 horas de viagem e 2 delas em estrada de chão, sem contar que estava chovendo e muitas partes da estrada não conseguíamos enxergar um palmo devido a serração, nosso motorista começou a ficar nervoso, nós já estávamos… muita tenção dentro do carro, quando enfim chegamos na estrada de chão o que era ruim ficou pior, a cada curva uma cruz de pessoas que morrem diariamente naquelas estradas, o impressionante é que pelo menos no Brasil nunca ouvi ninguém  falar sobre esses acidentes, nós quase fomos um deles, nosso carro deslizou em uma curva e por pouco não caímos no abismo, as pessoas começaram a passar mal, eu tive até que ser medicada, foi horrível.

Sabe o que eu acho mais impressionante como pode os governantes deixarem carros lotados de turistas fazerem esse trajeto todos os  dias, se eu soubesse disso jamais teria contratado essa opção by car. Não quero desmotivar você a ir para Machu Picchu, muito pelo contrário, quero que você que esta lendo agora, vá em segurança ou seja escolha o passeio de Trem, já vá com o dinheiro do trem reservado, e não cometa o mesmo erro que nós.

Sabe o impressionante, conversando com turistas de várias regiões do mundo, eles também compartilham o mesmo sentimento, nunca imaginavam que a estrada era daquele jeito sem estrutura para passar dois carros, na verdade não tem para passar nenhum, imagina dois. A estrada de asfalto é boa e perigosa, mas a de chão é ruim e suicida, veja o meu relato sincero no final deste vídeo:

Neste passeio de carro o motorista deixa você na Hidroelétrica, e você precisa caminhar 3 horas pelos trilhos do trem para chegar até o “povoado” de Aguas Calientes, povoado? Pense em uma cidade chique, minúscula entre as montanhas, mas uma graça.

A agência nos informou que quando chegássemos a Aguas Calientes na praça principal teria o guia que nos chamaria pelo nome, ele que nos mostraria o lugar onde jantar e o hotel, já que estava incluso. Chegando lá tinha vários guias, chamando as pessoas pelo nome, e imagina, nosso nome não estava em lista nenhuma, pense você, nosso estado: passando mal, com fome e sem lugar para ficar…pedimos para 2 guias nos ajudarem e eles não fizeram muito caso, afinal nosso nome não estava na lista e eles não podiam fazer nada, como estávamos sem internet e telefone, perguntamos se poderia ligar para nós para a agência, e teve um deles que fingiu que estava ligando. Se você for para Machu Picchu por agência na hora que estiver contratando peça para colocarem o nome do hotel e o nome e telefone do guia, ou até o nome do grupo porque tem agências que “se organizam por grupos” se soubéssemos disso, talvez teria evitado pelo menos alguns transtornos.

Estava chovendo um pouco e tinha só nós e mais meia dúzia de pessoas na praça, quando comecei a conversar com uma turista chilena que nos ofereceu o telefone para ligar para agência. Ligamos e a moça da agência também não sabia o que tinha acontecido, então perguntamos já que você não sabe, pelo menos diga qual o nome do Hotel, afinal estamos na rua ou melhor na praça, e precisamos sair da chuva. Resumindo conseguimos ficar no hotel que a agência contratou e conseguimos um guia que nos explicou como seria a subida a Machu Picchu, você tem a opção de subir pela trilha ou de ônibus que custa 11 dólares por pessoa, optamos pelo ônibus e não indico subir pela trilha a não ser que, você seja muito aventureiro e bem preparado fisicamente, pois são quase 2 horas de trilha bem aclive. Para descer optamos pela trilha e não foi nada fácil a decida, mas a natureza sempre estava por companheira e isso motiva muito.

Pra variar as coisas quando começam dando errada tem uma grande tendência de terminarem errada. No outro dia nosso guia não apareceu, então fomos por conta mesmo, inclusive, depois de 20 minutos que estávamos lá em cima, as nuvens cobriram quase tudo, ou seja por pouco não conseguimos ver a cidade perdida dos Incas, que é fantástica, fiquei imaginando como as pessoas construíram aquilo, sem nenhuma espécie de tecnologia.

Cusco e Machu Picchu

A dica de ouro é: se possível vá por conta própria, essa á minha humilde opinião, porque conversamos com várias pessoas que foram por agências e a maioria delas reclamaram dos serviços prestados, uma ficou sem guia (tipo nós), outra sem hotel, outra sem jantar, teve uma que até me falou que ficou em um hotel que quando abria a torneira a água saia vermelha, e uma amiga me contou que na volta o pneu do carro furou e o motorista não tinha estepe e ficaram mais de 3 horas esperando ajuda, enfim… e por aí vai.

Já as pessoas que foram por conta, tiveram bem menos estresse, até porque é simples, você contrata um transporte até a estação de trem Ollantaytambo (a partir de Cusco da +- 2 horas de carro e a estrada é boa) e de lá pega o trem para Aguas Calientes (que leva +- 1:30), em Aguas Calientes existem vários tipos de hotéis, para todos os gostos e bolsos. Só veja antes os horários de saída do trem no site da Peru Rail: www.perurail.com/  o bilhete pode ser comprado pela internet, se for em alta temporada fique atento para comprar com um ou dois dias antes, pelo menos foi o que me informaram.

Veja o nosso vídeo sobre Machu Picchu

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